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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje em Nova York que os países não estão aproveitando o potencial da globalização para reduzir a fome e a pobreza. Lula participou da reunião da Comissão Mundial sobre a Dimensão Social da Globalização, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.
Em março deste ano, a comissão da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) divulgou relatório que diagnosticou os efeitos
sociais da globalização e sugeriu medidas para reverter os aspectos negativos.
O estudo recomenda, entre outras coisas, o
fortalecimento do diálogo social, políticas de emprego para os grupos mais
vulneráveis e ações de combate à pobreza.
O presidente Lula destacou que
o relatório “veio em boa hora” e mostra que a globalização aumentou a distância
entre ricos e pobres.
“A suposta racionalidade da globalização não
satisfaz os interesses da maioria. O desafios e dilemas de nossa sociedade
planetária exigem soluções integradas e vontade comum”, ressaltou.
O
presidente disse ainda que é necessário “globalizar” os valores da democracia,
justiça social e desenvolvimento. Segundo Lula, esses valores são os
instrumentos capazes de mudar o cenário da segurança coletiva e reduzir “a
ameaça do terrorismo e das armas de destruição em massa”.
O presidente
da França, Jacques Chirac, também participou da reunião.
Lula disse também que a globalização justa deve começar
pelo acesso ao trabalho.
“O trabalho decente tem de ser uma
realidade para todos. Não deve, no entanto, servir de pretexto para imposição de
cláusulas comerciais protecionistas que terminam por prejudicar precisamente
àqueles a quem se pretende ajudar”, destacou.
Lula lembrou o esforço que
tem feito junto aos presidentes Jacques Chirac (França), Ricardo Lagos (Chile) e
José Luiz Rodriguez Zapatero (Espanha), além do secretário-geral da ONU, Kofi
Annan, para colocar a inclusão social como tema central da agenda internacional.
À tarde, os líderes vão debater as ações de combate à fome e à
pobreza. “O trabalho decente como a luta contra a fome tem pressa. Não podemos
esperar”, destacou o presidente.
Agência
Brasil
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